fbpx

Como os drones podem ajudar no combate à febre amarela?

Todos nós sabemos que o Aedes aegypti é o transmissor de doenças  como dengue, zika e chikungunya. Mas você sabia que esse mesmo mosquito é responsável pelo surto de febre amarela que o Brasil enfrenta hoje?

Para se ter uma ideia da gravidade, até o dia 2 de Março de 2017 o Ministério da Saúde (MS) já contabilizou 352 casos confirmados da doença na versão silvestre e 113 mortes confirmadas.

O surto atual é considerado o maior no Brasil desde o ano de 1980, quando o MS passou a disponibilizar dados da série histórica. Desde então, o ano com a situação mais grave foi 2000, quando morreram 39 pessoas devido à doença.

No post de hoje, você irá entender o que é a febre amarela, como evitar a proliferação do transmissor da doença e, principalmente,  como os drones podem ser os principais combatentes contra a reprodução dos mosquitos transmissores da febre amarela e também da dengue, zika e chikungunya.

Sim, os mesmos equipamentos utilizados para filmagens aéreas e entreternimento em geral também podem ser usados – com bastante sucesso – no combate de doenças extremamente nocivas à saúde pública.

Quer saber como? É o que explicaremos a partir de agora.

O que é a febre amarela?

A febre amarela é uma doença infecciosa febril aguda causada por vírus e que possui um período de incubação, no homem, de três a seis dias podendo se estender até 15 dias.

A doença possui maior incidência de dezembro a maio (devido às chuvas) e pode ser transmitida pelos mosquitos Sabethes e Haemagogus em áreas rurais e silvestres e pelo Aedes aegypti em área urbanas.

Ao contrário do que muitas pessoas pensam – que têm atribuído a transmissão da febre amarela aos macacos – a doença é transmitida apenas pela picada de mosquitos infectados com o vírus.

Tem como principais sintomas: febre súbita, calafrios, dor de cabeça, nas costas e no corpo, além de náuseas, vômitos, fadiga e fraqueza.

Em casos mais graves, a pessoa pode ter febre alta, icterícia – cor amarelada na pele e no branco dos olhos, hemorragia e até choque e insuficiência múltipla de órgãos.

Como evitar a proliferação do mosquito transmissor da febre amarela?

Todo cuidado é pouco quando estamos lidando com a reprodução de mosquitos, principalmente no Brasil, que possui um clima extremamente favorável para a reprodução do mosquito.

A principal recomendação para combater a febre amarela é evitar o acúmulo de água parada, proteger janelas e portas com telas e também usar repelentes. Além disso, o uso de ventiladores e ar condicionado ajuda a manter o ar mais fresco e dificulta o voo dos insetos.

Quais são os possíveis focos de reprodução do transmissor de febre amarela que o drone pode identificar?

O Aedes aegypti  vem causando graves danos à população, pois possui um reprodução rápida, grande resistência às variações climáticas e ainda um alto nível de infestação.

Apesar das campanhas de conscientização para o combate aos focos de reprodução junto à população, o trabalho de controle dos Agentes de Controle de Endemias (ACEs) e até do uso dos fumacês (veículo utilitário sobre o qual há um pulverizador de inseticida), o mosquito persiste e continua se reproduzindo.

Como os drones são objetos Voadores Não Tripulados (VANTs), que disponibilizam em tempo real a visualização em locais onde há dificuldade ou impedimento para os agentes de saúde tenham acesso, eles são ferramentas eficazes para o controle e a erradicação dos focos de reprodução do mosquito transmissor da febre amarela.

O drone tem a capacidade de identificar focos de reprodução do transmissor devido a maior facilidade em acessar áreas mais restritas, como por exemplo:

  • Terrenos murados com portões que não permitem visualização interna;
  • Casas ou terrenos que os moradores impedem o acesso do Agente de Saúde;
  • Imóveis abandonados ou sem moradores;
  • Locais/construções de difícil acesso;
  • Terrenos como acúmulo de lixo;
  • Calhas, caixas d’água suspensas e piscinas sem tampa, etc.

Além da facilidade de acessar e visualizar tais ambientes, os drones possuem uma autonomia considerável, podendo percorrer distâncias consideráveis (4 km) e ainda registrar todas as imagens recolhidas, deixando-as disponíveis para análises posteriores ou avaliações mais qualificadas.

Quer conhecer mais sobre como os drones estão sendo utilizados para combater problemas graves e antigos como a febre amarela? Confira também:

Você gostaria de receber informação adicional sobre o assunto de como os drones podem auxiliar no combate a febre amarela? Poste aqui a sua dúvida!