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Drones contra a Dengue – Aedes Aegypti

Nos meses de Julho a Novembro de 2015, A MultiDrones executou atividade em campo com a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal, com presença do SubSecretário da Saúde, agentes da Vigilância Sanitária/Ambiental de Planaltina/DF, integrantes do CBMDF além da presença da Polícia Militar do DF, a fim de identificar se Drones poderiam ser utilizados no combate ao mosquito Aedes Aegypti.

Foram efetuados vários vôos em Planaltina/DF, a fim de verificar na prática a viabilidade do uso de Drones na detecção de possíveis focos do mosquito da Dengue.

Os resultados não poderiam ser diferentes. Foi possível comprovar em tempo real, a existência de dúzias de focos do mosquito da dengue nas residências observadas na região de Planaltina, região esta observada em anos anteriores com grande incidência de focos do mosquito da Dengue.

O que foi verificado?

O primeiro item foi verificar as tampas das caixas d’água. Com uma breve passagem, é possível observar tampas rachadas, destampadas, ou ainda tampas que receberam as tela de proteção e consequentemente não necessitam de intervenção.

O segundo item observado foi o acúmulo de lixo no terreno, que pode vir a armazenar água da chuva incitando a procriação do mosquito.

É possível visualizar nas imagens produzidas em tempo real, latas, pequenos vasilhames e outros itens, grandes e pequenos. Apenas a presença de acúmulo de lixo no terreno já cria a necessidade da visita do agente.

O terceiro item observado foram áreas de terreno baldio ou terrenos abandonados que poderiam conter também acúmulos de lixo e possíveis focos.

Registros de possíveis focos do Aedes Aegypti

À medida que os itens eram observados, fotos eram retiradas do terreno, fotos com coordenadas geográficas (geolocalização), diferenciando este de qualquer outro terreno, criando um registro comprobatório para o agente de que existem lá possíveis focos do mosquito e consequentemente, ação necessária imediata do agente.

Este tipo de documento, auxilia os agentes a atuarem, quebrando a resistência do morador que pode insistir em não permitir a entrada do agente, ou mesmo em terrenos onde não há a presença do proprietário.

Comprobatório também em terrenos baldios ou abandonados pelo proprietário, onde um registro é criado a partir do abandono e descuido do terreno observado, de forma que este pode ser responsabilizado e tornando mais efetiva a atuação do agente no combate a Dengue.

Aedes Aegypti – redução da população

A Exemplo da cidade de São Caetano/SP (foto) onde drones estão sendo utilizados para detectar focos do mosquito da Dengue experimentalmente, a mesma técnica pode ser aplicada em todo o país a fim de aumentarmos o efetivo nesta guerra contra o mosquito.

A grande diferença neste tipo de serviço, seja ele prestado por uma empresa ou executado pelos agentes da vigilância sanitária, é que será possível, com o passar dos anos, atribuir graus diferentes de focos  encontrados não apenas em grandes regiões, como é feito atualmente, mas individualmente para cada terreno, criando um histórico que pode ser consultado para verificar possíveis reincidências e descuidos dos proprietários, individualmente por terreno.

Atribuindo uma cor a cada terreno, por exemplo, vermelho para reincidentes, amarelo para terrenos que auxiliaram no combate e azul para os residentes que atuam positiva e antecipadamente no combate à dengue. Tudo georreferenciado.

A MultiDrones, baseado em documentos acadêmicos públicos e experimentação executada em 2015, criou uma logística e um treinamento específico para agentes do governo para que estes possam executar esta atividade e extrair o máximo de informações possíveis de cada terreno aumentando sensivelmente a efetividade e abrangência em cada região.

Somos todos parte da solução

A responsabilidade no combate à dengue e contra o mosquito Aedes Aegypti, não é apenas do governo, é também da população, de alta ou de baixa renda, das empresas grandes ou pequenas. O Drone não deve ser visto como o Santo Graal e solução definitiva no combate a Dengue, mas como uma arma mais efetiva capaz de economizar recursos do governo, direcionar com precisão cirúrgica a atuação do agente sanitário, prover informações regionais mais detalhadas orientando ações futuras, responsabilizando os descuidados e aumentando a efetividade e abrangência de atuação a cada ano.

O Drone passa a ser um importante aliado no combato ao mosquito Aedes Aegypti. Se você gostou desse tema e quer saber mais sobre outras inovações tecnológicas, siga as nossas páginas nas redes sociais: estamos no Twitter, no Facebook e no LinkedIn!