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Entrega com drone: o futuro na porta da sua casa

Há cerca de quarenta anos, os VANTs (Veículos Aéreos não Tripulados) eram usados somente para reconhecimento de terrenos e como meio para realizar ataques, espionagem e envio de mensagens.

Sua forma, como conhecemos hoje, foi idealizada pelo israelita Abe Karem, engenheiro espacial que, com certeza, não imaginou que sua invenção permitiria realizar trabalhos incríveis, como a entrega com drone.

Ela pode parecer algo do futuro ou uma função muito distante, mas já é testada por alguns países não somente para despachar mercadorias ou fomentar o comércio, mas também para viabilizar a distribuição de remédios, insumos médicos e outros produtos em áreas economicamente distantes, de conflito ou assoladas por desastres ambientais e epidemias.

Neste post explicaremos melhor como funciona esse serviço de entrega com drone, o que já está sendo testado no mundo e os desafios da atividade para o futuro. Confira!

Como funciona o serviço de entrega com drone?

A entrega com drone é muito vantajosa em relação às entregas tradicionais, pois, são realizadas a um custo extremamente reduzido, já que não necessitam de um piloto na aeronave e combustível para o funcionamento do equipamento.

As operações também são mais simples, podendo ser monitoradas por dispositivos móveis a curta ou média distância. A flexibilidade desse modelo de distribuição de bens, alheio ao trânsito dos grandes centros urbanos, facilita, inclusive, o plano de rota feito com os veículos de transporte de carga.

Isso também agiliza o processo de distribuição, aumenta a satisfação do consumidor e a segurança no transporte de bens de alto valor, por não se sujeitarem às ocorrências de acidentes e furtos nas estradas.

Existem condições especiais para esse tipo de entrega?

Primeiramente, os drones devem sofrer adaptação para serem capazes de armazenar os produtos e transportá-los em segurança. Para isso, é necessário utilizar compartimentos apropriados para acondicionar as cargas, que também devem ser embaladas de forma adequada.

Os drones precisam de equipamentos que ajudem na fixação dos pacotes na aeronave e por ainda não serem fabricados em dimensões muito grandes, pois atrapalharia no desempenho do voo, o tamanho e o peso das encomendas também sofrem limitações.

Outra questão especial para que as entregas sejam viabilizadas é a privacidade do destinatário, que não deve ser comprometida por exposição excessiva, principalmente quando é possível visualizar o interior de sua residência.

O ideal é buscar formas de concretizar as entregas com horário marcado, para que o cliente receba a encomenda no espaço externo de sua casa. Isso também poderia reduzir a incidência de crimes relacionados ao roubo de pacotes, muito comum em certos países.

Os chamados “piratas de jardins” acompanham o processo de compra na Internet e chegam no local de entrega quando o destinatário não está presente. Quando o conteúdo é deixado na porta, se aproveitam para retirá-lo.

Em função da possibilidade de expansão desse serviço, agentes logísticos estudam melhores condições para favorecer a entrega com drone. O rastreador do veículo e o agendamento de entrega facilmente resolveria os gargalos apontados.

Outra medida interessante seria implementar em grandes centros urbanos e locais estratégicos, ambientes similares aos de distribuição, mas também para a retirada das mercadorias. Esses locais teriam espaços apropriados para o pouso dos drones em formato de colmeia de modo a facilitar a entrada e saída dos veículos.

Contudo, a alternativa mais próxima da nossa realidade atual é limitar a área destinada para o pouso do equipamento, sem interferir na privacidade do cliente.

Qual foi a primeira entrega com drone nos EUA?

A primeira entrega com drone nos Estados Unidos ocorreu em 17 de julho de 2015, para transportar medicamentos do Lonesome Pine Airport na Virgínia para um local próximo. Esse voo demonstrou os principais aspectos do futuro desse serviço: a tecnologia não é um fator limitante e as possibilidades não são apenas para entregas pessoais.

No Lesoto, um país próximo à África do Sul os drones da Matternet entregaram amostras de sangue para serem analisados os níveis de contágio de HIV de uma determinada região.

A ideia também já é bem explorada pela Amazon, gigante varejista que pretende implantar o método de entrega em todos os países em que atua. A promessa é fazer o despacho do item adquirido em, no máximo, meia hora após a aprovação da compra.

Como ocorreu a primeira entrega no Brasil?

A entrega com drone também já foi testada no Brasil. No interior de São Paulo, a padaria Pão to Go fez algumas entregas próximas à loja em São Carlos, cobrindo um raio de 1 km do estabelecimento. Apesar de bem-sucedida, a ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil), órgão regulador do setor, ainda não permite o uso comercial dessas pequenas naves em locais habitados.

Quais são os desafios para o futuro desse tipo de serviço?

O maior obstáculo para os drones que realizam entregas no país é a falta de regulação da atividade e um ambiente propício para desenvolver seus requisitos e funcionalidades.

Similar ao que ocorre com carros autônomos, apesar de a tecnologia estar em pleno desenvolvimento, a Amazon e a Google investem continuadamente em pesquisas e desenvolvimento por meio do Prime Air e o Projeto Wing — a estrutura regulatória cria diversas restrições técnicas relacionadas aos equipamentos.

Isso inclui desde a autonomia de voo, em relação a vida útil limitada das baterias que permitem seu funcionamento (cerca de 10 quilômetros) até no tamanho e peso dos pacotes compatíveis com a capacidade de carga das aeronaves (peso máximo aproximado de 1 quilo).

Outro problema seria o grande volume de entregas em uma mesma região. Por mais rápido que seja o VANT, ao finalizar o serviço o equipamento precisa retornar à base para ser recarregado e acoplar um novo pacote para entrega.

Quando existem muitas entregas em um mesmo local, os veículos de transporte de carga utilizam um método de consolidação de carga e roteirização que rateia os custos de transporte para os despachos presentes no caminhão.

Com o drone isso seria inviável, dada a sua incapacidade de carregar muitos pacotes ao mesmo tempo, mesmo que isso não interfira no custo com combustível, por exemplo, já que esse equipamento funciona à bateria, o que ainda torna essa forma de entrega mais barata.

A entrega com drone é uma possibilidade que permitirá reduzir alguns gargalos logísticos, que envolvem as condições precárias das estradas e as ocorrências relacionadas ao desvio das cargas e atraso nas entregas.

Para viabilizar essa possibilidade é preciso investir em tecnologia, pesquisa e desenvolvimento, além de estudar requisitos regulatórios que permitam que o serviço seja disponibilizado sem comprometer a privacidade e a segurança dos usuários.

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