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Mapeamento aéreo de qualidade com Drones da DJI? É possível?

Criar mapas aéreos com drones pode incluir diversos processos, bem como a geração de produtos finais distintos, no entanto o fluxo básico do trabalho realizado pelo drone é bem simples, planejamento do voo e execução, o processamento posterior pode ser feito com vários softwares, tanto desktop como em nuvem, há opções para todos os gostos e bolsos, se você vai fazer um trabalho esporádico, pode utilizar um serviço em nuvem para não arcar com licenças de softwares que são bem caras, se o uso é regular, pode ser mais vantajoso adquirir o software.

O DJI Phantom nas suas versões mais novas, como o P3 e o P4 contam com câmeras com ótima resolução, um gimbal bem estabilizado e podem sim ser utilizados para mapeamento, a limitação fica por conta da autonomia, que é baixa se for comparar com um modelo de asas fixas, no entanto, para pequenas áreas o equipamento é muito bom e dá conta do recado tranquilamente, considere um equipamento mais caro se as áreas a serem mapeadas forem grandes.

Críticas geralmente feitas ao uso do Phantom para mapas aéreos: a quantidade de megapixels da câmera, a distorção de lentes, GSD, precisão e acuracidade.

MegaPixels

Um sensor com muitos megapixels não é necessariamente melhor, significa que faz imagens maiores, mas não garante que essas imagens maiores terão boa qualidade, existem dezenas de câmeras “xingling” por aí com quantidade altíssima de MP e imagens péssimas, gigantes, mas péssimas. A qualidade está muito mais relacionada a qualidade do sensor e quantia de elementos utilizados, nem sempre um asa fixa vai ter uma câmera superior a do Phantom nas suas últimas versões.

Distorção de Lentes

Como o Phantom é o drone comercial mais vendido da atualidade, os desenvolvedores de softwares para mapeamento não ficaram para trás, praticamente todos os softwares de mapeamento fazem a correção e calibração automática para a câmera do Phantom no processamento, e nem é necessário fazer cálculos braçais, o sistema funciona automaticamente pois já tem os parâmetros pré definidos, bastando selecionar o equipamento ou ainda lê as informações do próprio arquivo de imagem, dependendo do seu formato.

Precisão e Conformidade

 

 

O GNSS utilizado em boa parte dos drones asa fixa não tem uma precisão maior que o do Phantom, excetuando-se alguns modelos com RTK, o restante vai precisar de pontos de controle em solo da mesma maneira que um Phantom se o produto final desejado necessita de um refinamento maior.

GSD

O GSD ou ground sample distance, diz respeito a representação dos pixels na ortofoto em relação ao tamanho original do objeto em solo (ou do próprio terreno), quanto mais baixo for seu voo, melhor(menor) será seu GSD, então é um erro comparar GSDs de tomadas realizadas em alturas diferentes.

Mapas Aéreos com Phantom e Pontos de Controle na Prática

Realizamos um mapeamento com 5 pontos de controle, sendo 1 marcado com gnss geodésico e 4 propagados por meio de estação total, tendo como resultado um GSD de 1.68cm (voo baixo).

Os resultados das medições foram bem satisfatórios, ficando uma diferença de menos de 1 cm entre a medida real e a obtida nos diversos softwares de processamento testados.

Outras Situações não Atendidas pelo Phantom

Para cálculo de NDVI, aonde é possível entender a saúde da vegetação, é necessária uma câmera NIR, ainda não existe uma câmera NIR específica para o Phantom original, no entanto, já existem empresas vendendo câmeras para adaptação, e existe ainda a possibilidade de acoplar uma mobius convertida, ajustando o tempo para cada foto ser igual as fotos tiradas com a câmera original, dá um pouco de trabalho consolidar as geotags das fotos do Phantom e as da Mobius, mas não é impossível e existem cases de sucesso.

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